Descubra sua força – Dia internacional da mulher

Viemos aqui hoje falar de uma coisa importante. Assédio contra mulheres e o empoderamento.

A cada 2 segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil.

Sabe o que isso significa?

Conte até 2: 0…1…2. Uma mulher acaba de ser vítima de violência no nosso país.

Em menos de 18 horas são mais de 32.000 mulheres sofrendo alguma violência física ou verbal no Brasil. Esses são dados do relógio da violência do Instituto Maria da Penha. Mas esses números são limitados pois não agregam os casos em que não houve denúncia, a situação é pior do que parece.

Ler isso é triste não é? A gente sabe. Você que está lendo esse texto já pode ter sofrido algum tipo de violência apenas por ser mulher, e queremos te dizer que estamos com você, todas as mulheres estão. Unidas as mulheres podem mostrar sua força perante a violência.

Mexeu com um mexeu com todas

Antes de continuar nós queremos que você saiba o que é um assédio. Um grande número de mulheres sofrem assédios diariamente e muitas delas não sabem que estão sofrendo o assédio, isso é um problema comum e que precisa ser combatido por meio da informação.

Não é Não

Depois do NÃO é tudo assédio! Mas antes do NÃO também pode ter assédio.

  • É assédio quando há exposição e humilhação, bem como xingamentos sexistas, ridicularização, insultos e provocações. Esse tipo de assédio também pode acontecer de forma virtual;
  • É assédio quando você é tocada sem seu consentimento;
  • Também é assédio quando você não sabe o que está acontecendo e se sente incomodada com isso;
  • Também é assédio quando você está inconsciente ou desacordada;
  • Também é assédio quando alguém fala ou faz atos obscenos para você;
  • Também é assédio quando você fica sem reação e não consegue dizer NÃO;
  • Também é assédio quando você não pode dizer NÃO por questões financeiras ou relações de poder;
  • Também é assédio quando há perseguição decorrente de uma obsessão, seja por telefone, na rua ou ainda nas redes sociais.

Meu corpo não é público

Vamos falar agora sobre os números dos assédios.

  • A cada 1,4 segundo uma mulher é vítima de assédio.
  • A cada 1,5 segundo uma mulher é vítima de assédio na rua.
  • A cada 4,6 segundos uma mulher é vítima de assédio no trabalho.
  • A cada 6,1 segundos uma mulher é vítima de assédio físico em transporte público.

Nós sabemos que muitas mulheres dependem da locomoção em ambientes públicos, seja no ônibus, no metrô ou até numa pequena avenida. Em todos os casos o medo é real. Para se ter uma idéia mais da metade das jovens brasileiras tem medo de assédio (EBC, 2019). Um medo crescente que precisa ser combatido. Mas como? Com informação.

Quanto mais pessoas souberem sobre atos de assédio, mais fácil será para impedir o agressor de tais atos. Então compartilhe toda informação sobre esses atos, fale com suas amigas, seus familiares, incentive-os a lutar contra isso. E caso sinta que está sofrendo assédio não se cale, faça escândalo! Mostre sua força como mulher.

Muitas vezes a mulher que sofreu violência física ou verbal tem medo ou receio de denunciar o agressor, seja por ter sido ameaçada, ou por dependência econômica ou ainda por manter um laço emocional. Nós sabemos como é difícil conviver com isso, e desejamos que você descubra sua força, seu poder e seu lugar na sociedade. Por mais difícil que seja, denuncie.

Lute como uma garota

Abaixo listamos algumas medidas que você pode fazer para denunciar o agressor e procurar ajuda caso esteja passando por uma situação econômica vulnerável:

  • Ligue 180:

É a Central de Atendimento à Mulher que funciona 24 horas por dia. Lá você pode solicitar qualquer tipo de informação.

  • Procure ajuda:

Procure ajuda com familiares de confiança, ONG’s, Centros de Atendimento à Mulher, hospitais e unidades básicas de saúde, é um direito seu ser atendida com emergência. Em caso de violência sexual você tem direito à assistência integrada em rede de saúde pública. Em caso de agressão física é importante que faça um corpo de delito na delegacia mais próxima.

  • Procure a delegacia da mulher mais próxima e faça um boletim de ocorrência:

A Delegacia da Mulher deverá dar todo o apoio à vítima. Caso tenha sido ameaçada ou sinta que não pode ficar dentro de casa solicite medidas protetivas de urgência, peça ainda contatos com Organizações que ajudam Mulheres nesse tipo de situação.

É de grande valia ainda qualquer tipo de prova, seja mensagens de textos, áudios de whatsapp, qualquer documento, o mínimo que seja, que pode ajudar na denúncia é importante.

Obs: Caso a delegacia da mulher esteja fechada o procedimento pode ser feito em qualquer outra delegacia. E lembre-se: não se curve, lute, exija e não se cale.

  • Conheça seus direitos:

A Lei Maria da Penha garante que o Estado dê total suporte às vítimas e às informe de todos os atos processuais. A mulher, que depende financeiramente do agressor, pode solicitar assistência social.

Se necessário a Lei ainda garante que a autoridade policial tenha que acompanhar a vítima até a residência para retirada de bens, bem como o transporte e suporte até um abrigo ou local seguro em casos mais extremos.

Veja mais direitos e conheça a Lei Maria da Penha: http://www.compromissoeatitude.org.br/lei-no-11-340-de-07082006-lei-maria-da-penha/

Caso você se sinta desconfortável com alguma atitude dentro da delegacia ou que perceba que o caso não está sendo registrado da forma correta, como um assédio sexual, moral, psicológico ou tipos de violências contra a mulher procure uma ONG. Abaixo listamos algumas a que você pode recorrer nesses casos:

Mapa do acolhimento: https://bit.ly/2Ni2qrW
Artemis: https://bit.ly/2GDfAiO
Associação Fala Mulher em São Paulo: https://bit.ly/2XgmRu8

Girl power

Por fim queremos deixar uma mensagem sobre a igualdade de gênero. Ainda lidamos com uma sociedade machista, mas as coisas estão mudando e cada vez mais mulheres estão subindo em postos altos no mercado de trabalho e político. Não deixem que te digam o que deve fazer, faça porque você quer e porque você pode. Você é dona de si mesma e ninguém pode interferir nisso. Tenha ciência de que você é forte, de que você consegue.

Descubra sua força.

Não deixam te dizer o que deve fazer

Acreditamos que palavras são nossa fonte de mudança, então se soubermos que acendemos uma faísca de empoderamento dentro de uma mulher já estaremos realizados.

Mulheres que colaboraram com esse texto:

  1. Jéssica Possidônio
  2. Juliana Cardoso
  3. Bruna Lyse
  4. Caroline Ferraz

 

FONTES:

https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2016/07/saiba-o-que-fazer-em-caso-de-violencia-contra-a-mulher-4607.html
http://www.compromissoeatitude.org.br/o-que-fazer-frente-a-casos-de-violencia-domestica/
https://www.relogiosdaviolencia.com.br/
http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2019-01/mais-da-metade-das-jovens-brasileiras-tem-medo-de-assedio
https://www.buzzfeed.com/br/florapaul/pesquisa-assedio-sexual-assedio-depois-do-nao
https://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/cabelo/assédio-de-quais-formas-ele-acontece/ar-AAuyjmP
https://www.dicasdemulher.com.br/assedio/
http://www.rosapenido.com.br/conheca-ongs-que-auxiliam-mulheres-em-situacao-de-violencia-domestica/


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